Habilidades inúteis?

Assim como todo mundo, existe algo no qual você seja bom, ou tenha facilidade em executar, certo?

Não me venha com essa de que você não tem talento nenhum, porque isso não existe, todo mundo tem algum tipo de habilidade que ela consegue desenvolver mais facilmente.

Se você realmente não sabe a sua, é porque ainda não a encontrou, mas existem formas de descobrir qual é essa sua habilidade.

A maneira que acho mais eficiente é explorar. Isto é, experimentar coisas novas, se propor a entrar em novos projetos, novos desafios, se comunicar com novas pessoas, se aventurar em áreas fora da sua zona de conforto.

Com essas ações, você vai se ver obrigado a fazer coisas que não fazia antes, porque nunca tinha tentado.

E é uma dessas situações que você acaba descobrindo algo em que você seja melhor, se destaque das outras pessoas, vai ter menos dificuldades do que elas.

Bom, mas para que tudo isso? Por que esse papo sobre as habilidades das pessoas?

É fato que algumas habilidades são mais “bem vistas” pela sociedade. Por exemplo, uma pessoa com mãos firmes pode se tornar um bom cirurgião plástico, ou uma pessoa com boa memória e boa didática pode se tornar um advogado.

A grande maioria das habilidades mais “bem vistas” são aquelas que vão te gerar dinheiro.

Pode parecer meio deturpado, mas é a realidade. Tanto que uma pessoa que se forma como médico, ou advogado, ou engenheiro é aclamado pelos amigos, familiares, colegas de faculdade, de trabalho etc.

Mas, o que acontece com aquelas pessoas com habilidades menos “populares”? Por exemplo, uma pessoa que seja muito boa em fazer origamis, ou outra que saiba como esculpir?

Vamos chamar essas características de “habilidades incomuns”.

Essas pessoas, com outros tipos de habilidades, acabam se tornando “menos importantes”, pois são habilidades que não garantiram uma estabilidade financeira.

Será mesmo?

As pessoas mais bem sucedidas por aí, não são aquelas com as melhores habilidades, que sabem fazer tudo perfeitamente. E sim, aquelas que mantém uma constância, se aperfeiçoam e, principalmente, se adaptam.

Se você tem uma habilidade incomum, não desperdice isso para ir atrás de outra coisa que você não seja bom (ou talvez até consiga fazer bem feito, mas odeia executar aquela tarefa), só por causa de “estabilidade”, “segurança”, “conforto”… é o caminho mais rápido para não aproveitar a vida.

O importante é saber se adaptar, usar essa sua habilidade incomum de alguma forma, por mais inesperada que seja, que te dê a tão [devidamente] valorizada renda recorrente.

Pense fora da caixa, descubra algum modo de lucrar com essa habilidade.

Talvez tenha alguma empresa específica, menos conhecida, que precise justamente do que você faz; talvez você mesmo abra sua própria empresa; talvez você ensine os outros a desenvolver essa habilidade que você já é bom.

Vamos pegar um exemplo concreto, o exemplo da Mayara Rodrigues.

Para não prolongar muito a história, basicamente, ela tinha uma habilidade incomum. Ela era muito boa em desenhar personagens de animes, habilidade essa que ela desenvolveu através de muito treino, muita dedicação e muita CONSTÂNCIA.

Então, o que ela poderia fazer? Ela tem uma habilidade que, por causa do treinamento, está muito bem desenvolvida, ela se destaca das outras pessoas. Mas, o que fazer com isso?

Bom, no caso dela, e isso pode servir de inspiração para você também, ela criou o seu próprio curso online, ensinando o método passo a passo para desenhar esses personagens de animes.

Ou seja, ela viu que o mercado existia, ela viu a oportunidade, e aproveitou de maneira louvável, criou seu curso, e hoje ganha uma renda com isso.

Além do fato de ela ser muito boa nas mídias sociais, com mais de 100 mil inscritos no seu canal no YouTube, milhares de curtidas na sua fanpage no Facebook e tudo mais.

Tudo isso também gera uma renda para ela, e é tudo por causa dessa habilidade incomum que ela possui.

Portanto, qual o meu objetivo com esse texto?

Acho que você deve ter percebido né, quero inspirar aqueles que se encontram nessa situação, de possuírem alguma habilidade incomum, mas acha que deve abandoná-la porque ela não é convencional, não vai gerar frutos de uma forma tão óbvia.

Será preciso pensar um pouco sobre como monetizar isso. De novo, por mais clichê que seja, pense fora da caixa.

Mas aí, quando conseguir, você vai estar fazendo o que gosta, o que você sabe fazer melhor, e ainda vai estar ganhando dinheiro com isso. Essa é a situação ideal.

Não deixe de buscar seus sonhos ou suas metas só porque alguém disse que você não vai conseguir. Acredite em você mesmo e no seu potencial, ele é maior do que você pensa, e é diretamente proporcional à quantidade de horas de prática que você põe trabalhando nisso.

Ps: nada contra quem possui as habilidades mais comuns, que garantem uma renda de forma mais fácil, mais intuitiva, o mérito é o mesmo. Só não pode, em nenhum dos casos, fazer corpo mole, não se dedicar ao seu objetivo de maneira efetiva.